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Filariose - Elefantiase


A Filariose é a doença causada pelos parasitas nematódes Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematódeo obstrui o vaso linfático o edema é irreversível, daí a importância da prevenção com mosquiteiros e repelentes, além de evitar o acúmulo de águas paradas em pneus velhos, latas, potes e outros.



EPIDEMIOLOGIA

Afecta 120 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da OMS. Só afecta o ser humano (outras espécies afectam animais).
1. O Wuchereria bancrofti existe na África, Ásia tropical, Caraíbas e na América do Sul incluindo Brasil. É transmitido pelos mosquitos Culex, Anopheles e Aedes.

2. O Brugia malayi está limitado ao Subcontinente Indiano e a algumas regiões da Ásia oriental. O transmissor é o mosquito Anopheles, Culex ou Mansonia.

3. O Brugia timori existe em Timor-Leste e Ocidental, do qual provém o seu nome, e na Indonésia. Transmitido pelos Anopheles.

Mosquito Anopheles
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Mosquito Anopheles

O parasita só se desenvolve em condições húmidas com tempreaturas altas, portanto todos os casos na Europa e EUA são importados de individuos provenientes de regiões tropicais.

PROGRESSÃO E SINTOMAS

O período de incubação pode ser de um mês ou vários meses. A maioria dos casos é assintomática, contudo à produão de microfilárias e o individuo dissemina a infecção pelos mosquitos que o picam.
Os episódios de disseminação de microfilárias (geralmente à noite quando estão activos os mosquitos, mas por vezes também de dia) pelos vasos sanguineos podem levar a reacções do sistema imunitário, como prurido, febre, mal estar, tosse, asma, fatiga, exantemas, adenopatias (inchaço dos gânglios linfáticos) e com inchaços nos membros, escroto ou mamas. Por vezes causa inflamação dos testículos (orquite).

A longo prazo apresença de vários pares de adultos nos vasos linfáticos, com fibrosação e obstrução dos vasos (formando nódulos palpáveis) pode levar a acumulações de linfa a montante das obstruções, com dilatação de vasos linfáticos alternativos e espessamento da pele. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afectadas, principalmente pernas e escroto, devido à retenção de linfa. Os vasos linfáticos alargados pela linfa retida por vezes rebentam, complicando a drenagem da linfa ainda mais. Por vezes as pernas tornam-se grossas dando um aspecto semelhante a patas de elefante, descrito como elefantíase.






DIAGNOSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico é pela observação microscópica de microfilárias em amostras de sangue. Caso a espécie seja nocturna é necessário recolher sangue de noite, de outro modo não serão encontradas. A ecografia permite detectar as formas adultas. A serologia por ELISA também é útil.
São usados antiparasiticos como mebendazole. É importante tratar as infecções secundárias.




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2 comentários

Rodrigo
11 de julho de 2010 04:54

Já imaginou ficar com o saco desse tamanho nossa... e tem mulher que adora chupar um saco rssssss

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sadinoel
3 de setembro de 2010 12:10

pô meu, alguem nao desencravou a unha direito hein!!!...

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