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7 temas interessantes (ou não) abordados em ‘Interestelar’

Não é por que a humanidade nasceu na Terra que ela deve morrer aqui”, diz Cooper, personagem interpretado por Matthew McCounaghey em ‘Interestelar’. Assistimos ao filme mais aguardado do ano para saber se todo o buzz gerado em cima do novo longa de Christopher Nolan faz sentido.
Depois de dois anos fora das telas, o diretor britânico responsável pela trilogia do Batman volta com mash-up entre projeto abandonado de Steve Spielberg e vontade pessoal de fazer um épico espacial.

Mantido em segredo máximo durante todo o período de divulgação, sabia-se muito pouco sobre a base de ‘Interstelar’. Desastres naturais, buracos negros e “wormholes” (ou buracos de minhoca) agitaram a cabeça dos apaixonados por ciência e pela sétima arte durante meses. Mas a espera acabou: filme aborda todas essas questões e muito mais.

E para destrinchar (#NãoVaiTerSpoiler) alguns desses temas incríveis, decidimos fazer uma pequena lista com curiosidades científicas abordadas por ‘Interestelar’. Então veja a nossa lista e não perca o lançamento oficial do filme, que acontece no dia 6 de novembro em todo o país.

Confira!
Por dentro dos buracos negros
Buracos negros ganham perspectiva visual impressionante (Foto: Reprodução)

Se Stephen Hawking afirmou que buracos negros não existem, Christopher Nolan claramente desafia o contemplado físico em seu novo filme. Em ‘Interestelar’, para que a missão capaz de “salvar o mundo” dê certo, Cooper e tripulação (insira aqui Anne Hathaway) passam por uma série de desafios físicos e filosóficos. O perfeccionismo do diretor fez com que todas as pesquisas do filme fossem acompanhadas e lideradas por Kip Thorne, astrofísico que publicou os primeiros estudos sobre buracos negros ao lado de Hawking.
Segundo a ciência, quando uma estrela deixa de “viver”, ela é esmagada pela própria força da gravidade e assim surgem os buracos negros. E no épico de Nolan, essa questão nos leva a viagens nunca antes retratadas na história da física. Dica: “horizontes de evento” (um dos conceitos mais difundidos pelos físicos) ganham imagens impressionantes na mão do diretor.

Hollywood ensina: “Wormholes”, um passo a passo nos buracos de minhoca
Os Buracos de Minhoca "For Dummies" (Foto: Reprodução)

Um dos maiores problemas de Hollywood é costumeiramente tratar os espectadores como descabidos de raciocínio – isso se abusarmos de eufemismo. Com Nolan não foi diferente em ‘A Origem’, quando tivemos aulas e aulas sobre o mundo dos sonhos ao longo do filme. E em ‘Interestelar’ passamos por isso mais uma vez.

O momento em que o astronauta Rommily (David Gyasi) pega papel e caneta para explicar exatamente as funcionalidades de um “buraco de minhoca” pode até irritar por tamanho didatismo. Mas a dificuldade do tema e sua inserção no contexto justificam a ação.

Tópico, aliás, que ganha reflexões muito interessantes nas palavras do Dr. Brand (Michael Caine desfilando, como de costume): “Eu sou um físico. Não tenho medo da morte, tenho medo do tempo”. A teoria da relatividade também protagoniza lindos momentos: horas nos buracos que duram anos na Terra; pessoas jovens com 124 anos e velhas aos 111; e muito mais.

Distopia – Um mundo onde fazendeiros são mais importantes que engenheiros
Físicos quânticos na fazenda, um momento nem tão surpreendente assim (Foto: Reprodução)

A causa de tudo isso não é exatamente explicada. O mundo – como o conhecemos – não é mais o mesmo. Neste planeta Terra de ‘Interestelar’ o pó domina e as plantações estão morrendo sem razão aparente. As máquinas perdem importância e, consequentemente, os engenheiros também. Por isso, encontramos o ex-piloto da Nasa, Cooper, cuidando de milhos ao invés de naves espaciais. Até ser chamado para a missão mais importante de sua vida. #PartiuDesconstruirEspaço-Tempo

A nova geração de “C-3POs”
TARS e CASE, os novos robôs queridos do cinema? (Foto: Reprodução)

Além das discussões físicas sobre o espaço sideral, o filme de Christopher Nolan aborda temas futuristas como o aprimoramento dos robôs soldados. Ao longo do filme, as personagens TARS e CASE ganham grande importância.

Com design antiquado e inteligência acima da média, os antigos “marines” (soldados navais do exército americano) dão show como ponto de fuga bem-humorada e enchem de entusiasmo os que esperam um dia trabalhar com robôs “amigos”.

Razão x Emoção


Ponto fraco do longa-metragem, o embate – mais batido que qualquer coisa – entre razão e emoção segue as personagens por todo o filme. Seja em galáxias mais de 7000 anos-luz distantes, seja no interior dos Estados Unidos; tem sempre alguém chorando e pensando duas vezes antes de fazer a coisa certa (para a humanidade) por um motivo extremamente pessoal.

Obs.: As duas horas e 49 minutos de filme poderiam ser menos cansativas se não fossem tamanhas ~enrolações pessoais.

Eu vejo físicos quânticos. Com que frequência? O tempo inteiro.
Personagem de Matthew McCounaghey é piloto, fazendeiro e físico quântico (Foto: Reprodução)

Tudo bem que Hollywood é maniqueísta, mas dividir a sociedade em físicos quânticos e fazendeiros é passar dos limites! Segundo ‘Interestelar’ (de acordo com a margem de erro do Ibope), ou você planta milhos, ou você é um físico quântico tentando salvar a Terra.

Brincadeiras – e críticas – à parte, na segunda metade do filme os fazendeiros desaparecem e restam somente as questões físicas e filosóficas para nos preocuparmos.

3-D, 4-D, 5-D!!!
Questões além do mundo como o conhecemos acerca do novo filme de Christopher Nolan (Foto: Reprodução)

“Parece que eles têm nos ajudado por todos esses anos...” “Mas quem são eles?”. O diálogo entre o piloto Cooper e o professor Brand permeia um dos questionamentos mais interessantes do filme. (ALERTA SPOILER). Aparentemente, uma sociedade desconhecida capaz de viver em realidades pentadimensionais auxilia as principais personagens ao longo de toda a obra.

Para “eles”, apenas a gravidade é capaz de atravessar as barreiras do tempo. Com esse conceito, momentos passados e futuros “são como montanhas escaladas ou mares a navegar”. Uma grande – e pretensiosa – viagem dentro da realidade de viagem no tempo.

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